Não posso negar que adoro estar com a unha perfeitamente manicurada e pintada principalmente com esmaltes cor-de-rosa. Eu realmente me importo com coisas fúteis como marcas de roupas, sapatos e bolsas - e adoro falar delas. Amo usar salto - tudo bem que minha altura me favorece nisso - não saio de casa sem bolsa. Mesmo que por hábito, acabo adequando algumas palavras em inglês no meu dia-a-dia. Não toco violão sem palheta - por mais que eu ache que o som fica mais bonito com ela, também tenho medo de quebrar a unha - e não vou a lugar nenhum sem meu iPod com capa de silicone cor-de-rosa. Realmente penso que ir ao shopping é um ótimo programa para um dia de tédio, nem que seja só para olhar vitrines. Sou meio bastante fresca, meio bastante escandalosa. Mas não sei se tudo isso é o suficiente pra rotular alguém “patricinha”. Acho que isso é bastante relativo, afinal isso não é tudo sobre uma pessoa. Só porque minha cor favorita seja rosa e eu não viva sem o celular por perto, não quer dizer que isso seja todo o meu mundo. Isso não é tudo o que eu sei, tudo o que eu consiga conversar sobre. Não é por isso que eu não vou saber ouvir sobre alguns problemas e nem possa dar uma resposta aceitável em um debate. Não é por isso que eu não vou obter um bom resultado na escola, nem ser capaz de rolar na lama ou colocar a cara na farinha de trigo. Ninguém é inteiramente patricinha ou totalmente geek. Não há um rótulo específico, somente várias características que juntas, formam pessoas bem diferentes umas das outras.